Coisa Minha · Esquisitices

Toda a minha inércia revelada

Então, quem não passa por períodos de reclusão? A fase que antecipa uma mudança, qualquer que seja, tem a peculiaridade de me apavorar. Não, eu não sou fã de sair da rotina, não aprecio em nada a possibilidade da mudança, nem qualquer coisa nesse estilo. E sim, eu poderia fazer uma ode à inércia. Tranquilamente.… Continuar lendo Toda a minha inércia revelada

Coisa Minha · Quotidiano

Preta, preta, pretinha

Li uma reportagem na BBC sobre uma africana que somente começou a considerar a cor da sua pele quando se mudou de seu país de origem para cá. Ela diz que lá onde morava ela era igual a todo mundo, mas aqui não. A matéria na íntegra, aqui. Achei deveras interessante, uma vez que comigo… Continuar lendo Preta, preta, pretinha

Coisa Minha

Tempo, tempo

O tempo sempre é um remédio eficaz, o que não significa efetivamente, bom, mas quase sempre resolve. Ameniza as dores e lembranças indesculpavelmente tristes ou desagradáveis. Acalma um coração enfurecido, desanuvia a vista. A despeito disso tudo, infelizmente, custa. Demora e nem sempre a gente percebe. O tempo é como uma faca de dois gumes,… Continuar lendo Tempo, tempo

Coisa Minha

A vida me enganou

É. Fico impressionada como fui enganada de forma tão atroz e surpreendentemente simplória. As pessoas que eu achava perfeitas, além de imperfeitas são corruptíveis também. Aliás como todos nós. E essas mesmas pessoas me aguentaram por 25 anos debaixo do teto delas e foram também elas quem me trouxeram ao mundo. As outras pessoas não… Continuar lendo A vida me enganou

Coisa Minha

Quando a gente se revela, os outros começam a nos desconhecer

Pois é, já disse Clarice (Lispector, claro!). Sou uma pessoa tranquila, do tipo que não se envolve em discussões acaloradas. Do tipo em que a longanimidade é bem acentuada. Que o digam meus dois pirralhos. Eu realmente tenho paciência. Tenho fleuma. E tenho sangue frio em situações onde a maioria das pessoas, só se desespera.… Continuar lendo Quando a gente se revela, os outros começam a nos desconhecer

Eu vi

Biutiful

Biutiful e não Beautiful. Achei esquisito desde aí. Um filme mexicano. Divide as opiniões. Tem gente que adora. Tem gente que odeia. Eu, particularmente, fiquei meio na dúvida no início. O fato é que é um filme extremamente paradoxal. Contraditório. O filme se passa em Barcelona, especificamente, no submundo. O protagonista explora imigrantes chineses e… Continuar lendo Biutiful

Quotidiano

Medíocre?

Eu li uma reportagem no site BBC, cujo título indagava se “Ser medíocre é o segredo da felicidade?” e  o texto é bem coerente. O problema é que mediocridade geralmente é um termo pejorativo. Encontrei dois significados na internet. Lá dizia: medíocre – adjetivo de dois gêneros 1. de qualidade média, comum; mediano, meão, modesto, pequeno.… Continuar lendo Medíocre?

Eu li

A Redoma de Vidro

Título: A Redoma de Vidro Título original: The Bell Jar Autor: Sylvia Plath Edição: 1ª edição – 2014 Tipo de capa: brochura Páginas: 280 Editora: Biblioteca Azul Quem escreveu Sylvia Plath nasceu em 27 de outubro de 1932, em Jamaica Plain, Massachusetts, Estados Unidos da América. Seu único romance foi a Redoma de Vidro. Sylvia Plath foi reconhecida principalmente por sua… Continuar lendo A Redoma de Vidro

Quotidiano

A moça lá de cima

Filhos são uma dádiva. Certo? Receio que isso não seja verdade para todos. Infelizmente. Pelo menos, aparentemente, para a moça lá de cima não é. Uma coisa que me incomoda em prédios residenciais é a possibilidade de ouvir e ser ouvida indiscriminadamente. Às vezes, você nem lembra dos “grandes ouvidos” da vizinhança. Pois é. Inadvertidamente,… Continuar lendo A moça lá de cima

Eu li

O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares

124162503_1GGTítulo: O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares
Título original: Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children
Autor: Ransom Riggs
Ano: 2ª edição – 2015
Páginas
:  336

Editora: Leya

A sinopse:

“Tudo está à espera para ser descoberto em O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, um romance inesquecível que mistura ficção e fotografia em uma experiência de leitura emocionante. Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas. Uma fantasia arrepiante, ilustrada com assombrosas fotografias de época, O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares vai deliciar adultos, adolescentes e qualquer um que goste de uma aventura sombria.”

As fotografias:

“Todas as imagens deste livro são fotografias antigas autênticas e, com a exceção de algumas que passaram por leve tratamento, não foram alteradas. Elas foram emprestadas de arquivos pessoais de dez colecionadores, pessoas que passaram anos e horas incontáveis revirando caixas gigantes de retratos de todos os tipos em brechós, feiras de antiguidade e vendas de garagem para encontrar umas poucas fotos transcendentes, resgatando imagens de significado histórico e extraindo beleza da obscuridade – e, muito provavelmente, do lixo.”

Quem escreveu:

Ransom Riggs. Ele cresceu na Flórida, mas agora reside na terra das crianças peculiares, Los Angeles. Ao longo da vida, formou-se no Kenyon College e na Escola de Cinema e TV da Universidade do Sul da Califórnia, além de fazer alguns curtas-metragens premiados. Nas horas vagas é blogueiro e repórter especializado em viagens, e sua série de ensaios de viagem, Strange Geographies, pode ser lida em ransomriggs.com.

O livro:

Adorei de todas as formas que se pode adorar um livro. A capa, as fotografias, a aparência meio retrô das páginas e, claro, a trama em si.

Desmistificando: não é uma história de terror. É uma fantasia, uma aventura, com um pouco de suspense, mas terror, não. É uma ficção. E é tudo contado de forma meio ambígua, o que para mim, confere um tom meio realístico, fazendo a pessoa se perguntar se uma coisa dessas poderia mesmo ser real(?!). Os personagens são bem interessantes.

A vida do protagonista Jacob tinha como único ponto interessante as infindáveis histórias de seu avô a respeito do orfanato onde vivera a infância, bem como os inúmeros monstros que se apresentaram a ele após a guerra. Com o tempo, Jacob foi desacreditando um pouco das narrativas de seu excêntrico avô, até que ele mesmo presencia os momentos finais de seu avô num panorama meio, digamos, duvidoso e pra lá de questionável, o que lhe confere prejuízos psicológicos. No decorrer do tratamento, ele – Jacob – resolve ir visitar o lugar onde seu avô viveu enquanto criança e lá as coisas começam a fazer sentido, mas não de um jeito simples. A partir daí, começam as descobertas e surpresas sobre o mundo e sobre si mesmo.

Tem gente que desafia a lei da Gravidade, gente com duas bocas, gente invisível, gente segurando fogo, gente que devolve outros à vida, gente que se transforma em animal, enfim, as peculiaridades são diversas. A excentricidade é uma marca.

E como são muitos os peculiares, suas histórias particulares não ficaram bem definidas. Não foram muito desenvolvidas, mas tratando-se de uma trilogia, pode ser que isso seja compensado nos outros livros.

Sem dúvida, é um livro que me prendeu muito e terminei rapidamente. E em parte, a pressa deveu-se ao fato de que logo, logo, sairá o filme.

Curiosidade:

O livro foi inicialmente concebido para ser um livro de imagens com fotografias que Riggs havia coletado, mas a conselho de um editor da Quirk Books, ele usou as fotografias como um guia para montar uma narrativa.[1][2] Riggs era um colecionador de fotografias, mas precisava de mais para o seu romance. Ele conheceu Leonard Lightfoot, um colecionador conhecido no Rose Bowl Flea Market e foi apresentado a outros colecionadores.[3] O resultado foi uma história sobre um menino que segue pistas de fotografias antigas de seu avô, que o conduz a uma aventura que o leva a um grande orfanato abandonado em uma ilha galesa.

Os críticos em geral elogiaram o livro pelo uso criativo de fotografias vintage, assim como boa caracterização e cenário.

*Fonte: Wikipédia

 “Eu costumava sonhar em fugir da minha vida comum, mas minha vida nunca havia sido comum. Simplesmente, não conseguia notar como ela era extraordinária.”