Coisa Minha · Esquisitices

Toda a minha inércia revelada

Então, quem não passa por períodos de reclusão? A fase que antecipa uma mudança, qualquer que seja, tem a peculiaridade de me apavorar. Não, eu não sou fã de sair da rotina, não aprecio em nada a possibilidade da mudança, nem qualquer coisa nesse estilo. E sim, eu poderia fazer uma ode à inércia. Tranquilamente. Alegremente. Eu gosto de me aninhar nas minhas crianças e de brincar com eles, do meu trabalho, dos meus livros, dos meus filmes (e séries), das minhas caminhadas na praia, dos meus biquínis, eu adoro o meu café de cada dia. E não tenho do que reclamar…

O problema é que eu precisei mudar de país. Certamente isso me conferiu mais desespero que muitas outras coisas que eu já vivi. O tempo que antecedeu essa viagem foi bem difícil para mim, desestabilizou-me. Mesmo eu sabendo que seria por um período predeterminado…  o pânico instalou-se… rs

Desapego? Não, eu não sou uma praticante muito entusiasmada dessa “ideologia”. Eu me apego. Sempre. O fato é que precisei sair do meu adorado estado de repouso, abandonar minhas coisas, os aromas, as comidas, as roupas e o pior de tudo: o clima. Aqui nem é um lugar ensolarado e olhe que diz-se que esta terra está no verão (?!).

Pois é. Faz mais de um mês que deixei meu recôndito, meu subsolo. Não foi confortável, não é confortável uma mudança desse porte para mim, mas reconheço – relutantemente – que deve ter suas vantagens. Sair do seu habitat natural por um tempo. A gente vê tanta coisa diferente. Nem vou rotular de “esquisitas” as coisas daqui, uma vez que a esquisita da história sempre fui eu. Não vou passar minha “faixa” de esquisitice adiante tão fácil assim…rs

Admiro exponencialmente aquelas pessoas desenroladas que adoram trocar de vida, de hábitos, acho lindo e tenho uma certa inveja desse desprendimento, mas por hora, não sou assim, um dia quem sabe… Não acredito em “complexo de Gabriela”, sabe, daquele tipo descrito por Dorival Caymmi na música Gabriela: “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim Gabriela, sempre Gabriela…” Ainda espero conseguir agir como as pessoas normais que estariam completamente felizes com essa experiência… Acho lindo isso!

E sim, tenho estranhado muita coisa por aqui.

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