O blog

Um lugar meu. E como tal, colocarei coisas das mais variadas. Às vezes, farei jus ao nome e descerei ao “subsolo” da minha alma (isso soa dramático, mas é verdade!). Outras vezes, falarei sobre amenidades, coisas que eu gosto, o tempo, arquitetura, cinema, política, literatura. Ou o que vi na rua. Ou o que me impressionou. O que me entristeceu. O mais importante são as palavras. Lidas, escritas, pensadas e vividas. Na verdade, eu já escrevia há um tempo, noutra plataforma. Estou me mudando devagar.

“Entre as recordações de cada pessoa, há coisas que ela não conta para qualquer um, somente para os amigos. Há também aquelas que ela não conta nem para os amigos, somente para si mesma e isso secretamente. Mas, finalmente, há também aquelas que o indivíduo tem medo de revelar até para si mesmo, e um homem respeitável tem coisas acumuladas em grande quantidade.” – Notas do Subsolo

“Deixe-nos a sós, sem livros e ficaremos confusos, perdidos, não saberemos a quem nos unir, o que devemos apoiar; o que amar e o que odiar; o que respeitar e o que desprezar.” – Notas do Subsolo

O nome do blog faz uma referência ao livro de Fiódor Dostoiévski, Notas do Subsolo. E a quem interessar possa, descreverei abaixo um resumo lá do bom e velho Skoob.

“Notas do Subsolo” é um marco no grandioso conjunto de obras que Dostoiévski legou à humanidade. Dotado de um humor mordaz, provocativo e desafiador, este livro introduz as ideias de moral e política que o escritor mais tarde abordaria nas obras-primas “Crime e castigo” e “Os irmãos Karamazóv”. Sua ideia de “homem subterrâneo” legou à ficção europeia moderna um dos seus principais arquétipos, encontrado também em Kafka, Hesse, Camus e Sartre: o anti-herói morbidamente obcecado com a sua própria impotência de lidar com a realidade que o cerca.

Esta obra, publicada inicialmente na revista Epokha, editada por Dostoiévski e por seu irmão Mikhail, traz em si várias discussões filosóficas. Dividida em duas partes, é um autoflagelante monólogo no qual o narrador, um rebelde contrário ao materialismo e ao conformismo, discute sua visão negativa do mundo e aborda as principais questões do seu tempo, constituindo uma narrativa de uma intensidade incomum.